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Thursday, May 8th, 2008

Parece que nos últimos dias passou um furacão nos meus dias. Trabalho, trabalho e trabalho. Uma quase estafa. Gente doente, eu quase doente. O mundo me chamando, gritando, clamando. E eis que pego as pílulas de guaraná. E procuro pílulas de calma, paciência e outras, muitas outras que sei que não irei achar.

Os demônios sumiram. Vez ou outra olho embaixo da cama e do tapete pra ver se a empregada não os deixou ficarem por lá sem querer enquanto eu saía pra trabalhar. Mas não. A casa está limpa e a paz reina em nossos lares.

Ainda não sinto o cheiro de jasmin novamente, mas me sinto mudando as paredes, pintando, reformando. No final, tudo vai ficar lindo, mas por enquanto está uma bagunça e se passar tempo demais ali, intoxica.

Nunca comentei, mas de todos os meus artefatos de desenho, os que mais me chateiam quando somem são os esquadros. Dessa vez nem quis procurá-los… apenas tracei linhas retas com as mãos. Ficaram um pouco tortas mas gostei do resultado. Não é tortuoso, nem é linear. Eis uma composição interessante.

E tenho me dedicado a artes caseiras. Bordado, tricô e crochê ao menos uma vez por semana. Arte de gerações. Da minha bisa, pra minha avó, pra minha mãe, pra mim, e pra quem?

Quando tudo parece meio perdido, minhas pausas se resumem a levantar da cadeira, olhar pro horizonte e respirar fundo. Vez ou outra faz um pôr-do-sol bonito. O verão está chegando.