Archive for September, 2007

Tic-tac, tic-tac.

Thursday, September 27th, 2007

NÃO!!! Mais 5 minutos! Senhor, me dê sono, me dê sono, ainda não ta na hora… Toc-toc. Ok, vamos lá. Então veste, escova os dentes, liga o computador, vê e-mail, cadê a resposta do freela? Melhor sair logo de casa. Dá pra fazer o exame agora? Ótimo. Três tubinhos pra quê? Não vou olhar, não vou olhar, olhei. Ah, é por isso que não fiz Medicina. Bem lembrado. Esqueci do remédio de asma. Agora tenho asma, to regredindo. Lactose, glúten, asma, o próximo passo vai ser caxumba?

Volta pra casa, prepara o arquivo. Lóóógico que vai dar tempo. Vai pro bureau. Qual o arquivo mesmo? Qual o tamanho? Jesus! Eu to aqui há meia hora e ela só agora que vai imprimir? D. Anna, a sra tem um sorriso lindo. E eu com uma puta vontade de responder “e custou caro, meu filho, ainda bem que você gostou”. Escritório. Trampa, trampa. Não vai dar tempo. Deu tempo. Pausa. Vou descer, hein? Ferris Bueller Day Off. Risadas, dicas de filme e ganhei um pedaço de bolo. Volta. Trampa, trampa, trampa.

Telefone.

Telefone de novo.

Posso, claro que posso. Trocar você por aquele barbudo peludo que diz que me adora? Jamais. Iremos, mamãe, lógico que iremos. Te pego depois das 19h. Me aguarde pronta na porta. Conversa de meninas, aspirações pro futuro, planos, umas pequenas inseguranças, risadas, compras. Jantar. Sushi. Toma um kani pra você se animar. Novela.

Um olho no gato, outro no peixe.

Responde scrap e vai lembrando que tem que ler 70 páginas pro dia seguinte. COM anotações, que fique bem claro. E não posso esquecer de mandar o arquivo, nem de tirar cópia do livro, nem de ligar pro dj, nem de tirar cópia do outro livro, nem de…

Bode. Cacete, tem o bode ainda. Que merda ser mulher. Já vi sangue demais hoje! Humpf! To gorda, acho que to gorda. Preciso voltar a correr. Ah, não, minha bunda caiu, eu tenho certeza, preciso fazer musculação. Foi essa coisa de emagrecer muito. É a roupa, é a roupa, pq to gorda, ganhei tudo de novo, minha gente, juro. Não, não, a intolerância não é legal, juro que não.

Licença, tenho um texto pra ler. Alguém viu meu namorado?

Ou tudo ou nada.

Saturday, September 22nd, 2007

O teclado do meu computador tá bugado, o que dificulta o processo de atualização dessa bagaça. Atualizar como? No trampo, com todo mundo olhando e fazendo cara de “mas não era isso que você deveria estar fazendo, era?”. Deixemos de lado então e esperemos o momento certo.

Home alone. É sempre uma sensação boa. Desde nova sempre estive rodeada de muitas pessoas, e isso me fez criar uma necessidade de ficar sozinha. Em geral acontece quando chego em casa e me tranco no quarto com meus livros, minhas músicas e meu computador. Mas hoje é diferente, a casa é minha. Sem festas, sem amigos falando algo e derrubando as coisas: apenas eu.

E fiquei mentalmente organizando o post que faria, mas como sempre, foi tudo embora, e ficou um pensamento que tem crescido nos últimos dias de não-dividir-meu-pensamento-com-ninguém. Mas se pensar em blog, na teoria barata à qual se propõe, é isso, e sempre vai ser isso – pra mim. E até que ponto é possível saber o que se passa, o que tem acontecido? Quem lê isso?

Ando num momento estranho, não necessariamente achando que estou sendo perseguida, mas com coincidências deveras desagradáveis e desnecessárias ocorrendo diariamente. Começo a me preocupar, a olhar pra trás, a me questionar: e se a nóia dos outros tiver passado pra mim? Respiro fundo.

No contexto da cidade, pareço um pouco perdida. As pessoas estão casando, tendo filhos, terminando namoros longos e/ou saindo da cidade. Ou tudo ao mesmo tempo. Comigo não está acontecendo nada disso. Os dias de trabalho intenso fizeram com que eu me tornasse uma expectadora da vida na cidade. Flaneurie (escrevi certo?) talvez.

Voltei às mascaras, à maquiagem over, à lente de contato, e a uma sensação de que tudo anda meio chato. E, parafraseando o amado CFA “vocês não tão com nada”, o que me inclui, é claro. Algumas vezes durmo preocupada, com pesadelos, mas em geral, não durmo. Nem como. Pulo as refeições e acho normal. Finjo esquecer que tenho gastrite, finjo esquecer que há uma vida lá fora e que meu horário preferido do dia é o pôr-do-sol, que foi substituído por um suspiros e o pensamento de que será necessário ficar até as 8 da noite pra dar conta de tudo.

De verdade, não há razão para reclamar. Antes tudo que nada. E o nada era tão chato… No nada vivia num oceano cheio de monstros, encolhida no fundo com os seres abissais me rondando com suas formas estranhas e ameaçando ataques a qualquer momento. Agora que subi a superfície, me mexo muito, tento me manter ali, e faço um esforço absurdo para respirar e sobreviver.

Feriado?

Thursday, September 6th, 2007

Há seculos não tenho atualizado isso. As jornadas de trabalho estão cada vez mais incertas e longas. Na terça-feira trabalhei durante 16 horas, o que me fez lembrar a revolução industrial. Hoje troquei a minha hora do almoço por uma saída mais cedo (se conseguir, pq quando as demandas aparecem, não dá pra sair mesmo).

Essa semana, ainda na segunda-feira, resolvi fazer uma campanha chamada Quinta17, na qual a equipe faria uma força-tarefa para tentar finalizar todos os trabalhos planejados pra semana até a quinta-feira às 17h. Aparentemente, estamos obtendo sucesso, porém falta uma resposta de um cliente para o trabalho mais urgente ser finalizado. Até o que finalizaria na segunda já está bastante adiantado.

Provavelmente as horas de cansaço velerão a pena. Espero.