Ok, 2007 começa agora. Meu primeiro post do ano. Mandei uma msg pra algumas pessoas que vou reproduzir abaixo. Atrasada, mas vale.
Não gostei de doismileseis. Sei que essa não é uma boa frase pra começar uma mensagem de fim de ano, mas continuarei. Juro que no final vou deixar uma mensagem bonitinha de esperança, paz, amor para como o próximo, e essas coisas todas. Ou não, afinal ainda não sei como isso vai terminar.Acabei de beber meu penúltimo café do ano com duas pílulas de guaraná-legítimo-da-amazônia. Ando com sono. O final do ano sempre me dá sono e a virada consegue ser mais depressiva e triste que o Natal, no qual pelo menos há uma reunião familiar, beijinhos e piadas internas. Na virada começo a pensar no ano que passou, nas coisas que fiz e começam a aparecer lacunas. Deveria ter feito isso, ter dito isso, ter feito outras escolhas…
Mas agora já foi.
Apesar de tudo, o saldo geral de doismileseis foi positivo. Consegui realizar todas as coisas que me propus e o ano começou bem, a subida no loop, coisas acontecendo, depois perdi o controle, saímos do loop e eis aquela sensação de “já passou?” que acompanha todos os anos. E então repito a frase de Marx que mais ouvi durante as aulas “tudo o que é sólido desmancha no ar”. Acabou o ano. Vou olhar pro bilheteiro e pedir mais uma volta. Prometo que dessa vez vou prestar atenção em tudo. Será a volta de número doismilesete.
Digo que os anos ímpares são mais legais e simpáticos que os pares. Alguém ainda lembra das previsões astrológicas pro ano que passou? Alguma coisa bateu? Tenho amigos que dizem que o horóscopo do UOL (ou era o do Terra?) é infalível, pelo menos a previsão dos signos. Sempre que leio essas coisas esqueço dois minutos depois. Sempre é alguma dica como ouça mais, dê atenção aos seus familiares, algum amigo precisará de você… Ah, isso acontece todos os dias.
O grande problema de doismileseis foi ter sido um ano descontrolado, de coisas atropeladas acontecendo rápido-lento demais. Cheio de momentos nos quais você abre os olhos e se pergunta ‘cadê?’ ou ‘ainda?’. Foi um ano de ruptura, descobertas, e, principalmente, escolhas.
E isso parece tão Trainspotting, não? Só que acabou. Agora todos nós seremos o Renton no final do filme, fugindo com o dinheiro (merda, contei o final) e iniciando uma nova vida.
Ta bom, a gente não precisa roubar dinheiro nem mudar totalmente de vida, mas pelo menos se propor a fazer tudo melhor, como o Joel em Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembrança, que em certo momento não aceitou apagar as memórias da Clementine. No próximo ano, nos momentos que desejar mandar o mundo pro inferno e deixar tudo como está, também irei reler essas coisas que escrevi. Tudo tão cor-de-rosa…
Enfim, é isso, feliz 2007!