E eu tava por aqui, sabe?
Ando lendo umas revistas de trabalhos manuais, vendo uns sites… Parece tudo meio ridículo, mas, olha, eu sei que pago de moderna e tal, mas a verdade é que sei fazer meus tricôzinhos, crochêzinhos e bordadinhos. Minha mãe sempre foi da filosofia que não é preciso fazer sempre, só que um dia pode ter uma emergência e, mesmo com a grana na mão, não encontrar ninguém que faça o que você precisa.
Sendo assim, só consegui fugir das aulas de corte e costura porque ia precisar mexer com as agulhas e eu nunca fui boa na parte de moldes, que sempre achei uma chatice.
Esses dias meu eterno “quarto novo” ganhou novos ares. Agora eu tenho um colchão novo. Sim. Só um colchão. A cama foi embora e dará lugar a um tablado com gavetinhas divididas pra botar sapatos. Coisa de designer, sabe? “Ah, mãe, eu sempre boto os sapatos embaixo da cama…”. Essa segunda parte, já será encomendada, afinal, terei que enfrentar o Autocad ainda, programinha que não acho naaaada amigável.
Imagina, namorado que mora solteiro perguntando como faz pra lavar sofá, achar diarista e outras ‘cositas’, e agora essa de ter que decorar o quarto. Meu lado Amélia tá mais que aflorado, com direito a “Quê? Essa colcha de cama? Mas não vai combinar com a parede! Só pode ser em tons de laranja, rosa ou verde!”. Aliás, já percebeu como os lençois estão pela hora da morte? Um horror, um horror…
Então tentei dormir cedo esta noite. Não consegui. Levantei e resolvi dar uma olhadinha no meu cantinho de linhas e trabalhos inacabados. Achei uma capa de almofada tricotada prontinha que só falta o acabamento e acabou ficando esquecida por lá. Pode? Encontrei também no meio das miçangas uma pacotinho de contas que comprei no início do ano pra fazer um conjunto de colar/pulseira.
Lembrei de uma época que em Belém era moda usar uns colares com miçanga amarela, verde e vermelha (sim, reggae) e 90% das meninas entre 10-16 anos fazia esses colares em casa. Dessa forma, o fecho de rosquear tava em falta na cidade. Era uma doidice. Sério!
Pois é… Essa história do fecho lembrei enquanto fazia o colar. Quando tava na pulseira, botando as miçangas no fio de silicone, lembrei que uma vez saí com a Nicole, o irmão dela e um amigo pra Pizza Hut, quando, brincando com uma dessas pulseiras, ela arrebentou e de repente se ouviu o “tec-tec-tec” no chão e o irmão dela me olhou e reparou q minhas mãos estavam embaixo da mesa.
- Foi você, não foi?
- Desculpa. O que você tá falando?
- Você que derrubou essas coisas no chão pra ver o garçon caindo.
Depois virou piada. A gente ficou rindo, principalmente da minha cara impassível, fingindo que nem tinha sido eu quando tava quase evidente. Digo ainda que a pulseira que arrebentou não tinha sido feita por mim, tá? As minhas ainda não arrebentaram.
P.S. A foto é ruim porque é de webcam. A digital tá com um visor estrooonnnho… “Sinistro, véi”.