Archive for the ‘diarinho’ Category

Dessas coisas…

Friday, June 20th, 2008

- E túmulos você visitaria?

- Tem o cemiterio LaChase, na França, mas na verdade não tenho a menor vontade de ver o túmulo do meu ídolor-mor da ironia, Oscar Wilde, todo cheio de marcas de batom. Ia estragar o mito. Mas tem um… O túmulo de Inês de Castro. Um dia eu vejo.

Tempos depois, vendo a belíssima programação da RTP descubro que o túmulo de Inês de Castro (é, aquela de “agora Inês é morta”) fica em Alcobaça (PT). Só pra registro. É só por causa da coincidência de falar sobre o assunto e no mesmo dia o tema voltar.

The Golden Age

Tuesday, June 17th, 2008

Pois então, desde que soube do lançamento de Elizabeth Era de Ouro, fiquei ultra curiosa pra assistir. Cheguei a tentar até no camelot, mas no dia havia chegado tarde demais. “Tinha até ainda agora, mas a senhora ali acabou de levar…”.

Tenho uma obsessao pela história da Inglaterra. Êta país ducaraio. Quando fiz 15 anos, fui a única da minha turma a negar Disney e States e exigir a imersão de 2 semanas na fleuma britânica. Vamos pular a parte do dia que passei do-início-ao-final-no Victoria-and-Albert porque anos depois me dei conta que foi por causa desse dia que decidi virar designer. E talvez pesquisadora também.

Voltando ao The Golden Age, no itinerário acabei indo visitar Plymouth, a cidade mais ao sul da Inglaterra. Falei em cidade do interior? Jamais. Uma pequena potência local, com alemãs fazendo topless, de tênnis e comendo churrasco de linguiça na praia de pedra. Foi la que vi Principia, o livro onde Newton publicou as leis da Física. Não, não, os escritos até hoje intocáveis da Marie Curie impregnados de radioatividade vi no Science Museum.

Voltando à Plymouth, que tem uma universidade cravada no centro da cidade, se misturando com prédios públicos e áreas residenciais, o herói local é Francis Drake, que liderou a marinha inglesa na Batalha da Armada, fazendo os espanhóis se engasgarem com tanta água, mesmo tendo a maior frota de navios construída ate então.

A Batalha da Armada é recontada no filme, mas obviamente que Francis Drake, àquela altura um senhor não tão atraente, não tem o devido crédito pelos seus feitos, mas me fez ter um lapso de melancolia no meio da tarde.

Ainda, ao contrário do lugar comum, o forte do filme não é figurino, mesmo que eles sejam de tirar o fôlego e, lembrem-se como a Era Elizabetana era detalhista… Segundo a produção, o pulo-do-gato sao os cenários feitos com pouca grana, mas eu digo que a iluminação é incrivelmente bela. Incrivelmente. E, serei injusta… a interpretação da Cate Blanchett estava melhor em Elizabeth, mas não contem a ninguém.

I will confess to you…

Sunday, November 4th, 2007

Tô adorante ouvir a fase “príncipe” do Ronnie von e adoro Jackson 5.

Sunday, October 7th, 2007

E eis que me chega um e-mail de uma lista séria, sobre Psicologia e temas atuais, clippagens de matérias interessantes, essas coisas. Abro. Era algo como “Baixe o PDF do livro do H.P.: As Relíquias da Morte”. Aí eu páro, né? Peraí, olha o título, olha o nome do cara. Ahhhh, só pode ser aqueeeele H.P, o Lovecraft! Porém, como tenho andado “meio desligada”, devo ter sido a ÚNICA pessoa que não sacou que se tratava não do H.P. Lovecraft, mas de Harry Potter!

Wednesday, October 3rd, 2007

Ah, é… só tenho atualizado o Twitter e olhe lá porque vez ou outra vem a mensagem de caracteres excedidos. E a leite não tenho alergia, é intolerância, o que é quase a mesma coisa, já que sempre passou mal mesmo. Buh! Ansiosa pelo exame de glúten que só vem semana que vem. Shit.

Especialização, mestrado, trabalho, freelas, pai, mãe, namorado, tudo ao mesmo tempo. E nem quero uma fábrica de tempo, só de disposição. Aquela disposição que só o guaraná-natura-da-amazônia é capaz de criar. Acabei de lembrar de uma historinha…

Início do ano fiz um curso com uns italianos que era quase o Big Brother do design. A gente só não dormia na sala de aula porque não permitiam, mas era um grupo com 6 pessoas discutindo o dia inteiro e prestes a se matar em prol de um bom projeto. Pois bem, lá pelo terceiro dia, quando a gente começou a sentir falta das horas de sono e já nem ligava pra maquiagem/roupa, aparece o italano-mor às 9 da manhã com um pote com pílulas de guaraná e sai oferecendo pela turma, ritual que se repetiu nos dias posteriores.

Juro que achei o efeito placebo, mas já tava cansada demais pra qualquer coisa funcionar.

Tic-tac, tic-tac.

Thursday, September 27th, 2007

NÃO!!! Mais 5 minutos! Senhor, me dê sono, me dê sono, ainda não ta na hora… Toc-toc. Ok, vamos lá. Então veste, escova os dentes, liga o computador, vê e-mail, cadê a resposta do freela? Melhor sair logo de casa. Dá pra fazer o exame agora? Ótimo. Três tubinhos pra quê? Não vou olhar, não vou olhar, olhei. Ah, é por isso que não fiz Medicina. Bem lembrado. Esqueci do remédio de asma. Agora tenho asma, to regredindo. Lactose, glúten, asma, o próximo passo vai ser caxumba?

Volta pra casa, prepara o arquivo. Lóóógico que vai dar tempo. Vai pro bureau. Qual o arquivo mesmo? Qual o tamanho? Jesus! Eu to aqui há meia hora e ela só agora que vai imprimir? D. Anna, a sra tem um sorriso lindo. E eu com uma puta vontade de responder “e custou caro, meu filho, ainda bem que você gostou”. Escritório. Trampa, trampa. Não vai dar tempo. Deu tempo. Pausa. Vou descer, hein? Ferris Bueller Day Off. Risadas, dicas de filme e ganhei um pedaço de bolo. Volta. Trampa, trampa, trampa.

Telefone.

Telefone de novo.

Posso, claro que posso. Trocar você por aquele barbudo peludo que diz que me adora? Jamais. Iremos, mamãe, lógico que iremos. Te pego depois das 19h. Me aguarde pronta na porta. Conversa de meninas, aspirações pro futuro, planos, umas pequenas inseguranças, risadas, compras. Jantar. Sushi. Toma um kani pra você se animar. Novela.

Um olho no gato, outro no peixe.

Responde scrap e vai lembrando que tem que ler 70 páginas pro dia seguinte. COM anotações, que fique bem claro. E não posso esquecer de mandar o arquivo, nem de tirar cópia do livro, nem de ligar pro dj, nem de tirar cópia do outro livro, nem de…

Bode. Cacete, tem o bode ainda. Que merda ser mulher. Já vi sangue demais hoje! Humpf! To gorda, acho que to gorda. Preciso voltar a correr. Ah, não, minha bunda caiu, eu tenho certeza, preciso fazer musculação. Foi essa coisa de emagrecer muito. É a roupa, é a roupa, pq to gorda, ganhei tudo de novo, minha gente, juro. Não, não, a intolerância não é legal, juro que não.

Licença, tenho um texto pra ler. Alguém viu meu namorado?

Feriado?

Thursday, September 6th, 2007

Há seculos não tenho atualizado isso. As jornadas de trabalho estão cada vez mais incertas e longas. Na terça-feira trabalhei durante 16 horas, o que me fez lembrar a revolução industrial. Hoje troquei a minha hora do almoço por uma saída mais cedo (se conseguir, pq quando as demandas aparecem, não dá pra sair mesmo).

Essa semana, ainda na segunda-feira, resolvi fazer uma campanha chamada Quinta17, na qual a equipe faria uma força-tarefa para tentar finalizar todos os trabalhos planejados pra semana até a quinta-feira às 17h. Aparentemente, estamos obtendo sucesso, porém falta uma resposta de um cliente para o trabalho mais urgente ser finalizado. Até o que finalizaria na segunda já está bastante adiantado.

Provavelmente as horas de cansaço velerão a pena. Espero.

Friday, August 31st, 2007

Uma virose, muito cansaço, véspera de aniversário do senhorio, quarto bagunçado com cupim nas prateleiras, e natiz entupido. Resolver primeiro o quê?

Tuesday, August 28th, 2007

Parece que o trabalho nunca acaba. É no escritório de 8 às 18 (com sorte vindo em casa pro almoço e uma sexta rápida), e depois em casa, até meia-noite. Cansei, baby. É stress tab demais pra minha conta na farmácia.

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você

Saturday, April 21st, 2007

Achei que já tinha superado Nando Reis. Errado. Ainda lembro de um dia q ele me mandou a música e pediu desculpas. Cheguei lá e desabafei com a primeira pessoa que me estendeu a mão. E aí veio uma tarde de conversas, um banho de chuva e a ligação de madrugada dizendo qualquer coisa sobre eu ser importante pra ele e com um “vem pra cá” que não atendi. Dois fudidos numa noite escrota. Lembro que disse que ninguém ia desabar, que a gente ia se segurar até estarmos bem.
E então ele pediu um pouco do meu Nando Reis, e que nem era tão meu naquela época. E como eu chorava ouvindo a música. Sempre. E não fui no primeiro show. Poderia ter ido. Em cima da hora desisti.
Dessa vez já tinha desistido antes de pensar em ir. “Mas a vida é uma caixinha de surpresas”. E então num final espetacular, todos os atrasos e desencontros deram lugar a ligações bonitas, boas vibrações e um cheiro de jasmim pairando no ar.
E ele voltou. E ela voltou. E estavam todos ali, pelo Ruivão, o que tornou tudo mais significativo. Só conseguia olhar pra todos unidos novamente e pensar “bem-vindos, queridos, sejam muito bem-vindos”.
E veio a temida música. Fechei os olhos, lembrei de tudo. E sorri. Parecia tão antigo, uma lembrança estranhamente boa só por já ser passado… E o passado é finito.Curada do Ruivão. Finalmente eu estava curada. Sim!
“Essa música é pra vc”. Um abraço forte, um beijo.Um sorriso largo congelado, e então os olhos fecham e se abrem úmidos.
Ninguém está imune ao Ruivão.