Archive for the ‘devaneios’ Category

Menta.

Thursday, December 20th, 2007

Já abri essa página de postagem umas 4 vezes essa semana. Nunca sai nada. Um dia sairá um post sobre 2007 e sem finalzinho, mas isso ainda anda lá pelo plano das idéias. Por enquanto as coisas vão indo.

Tenho tentado me cuidar. Andei trincando nos últimos tempos. Fiz visitas demoradas a a ourives e alquimistas pra me virar de volta pra entrada da caverna e não me deixar ver só os reflexos do mundo. Acho que estou bem. Ando com meu saco de mojo (it’s shaggadelic!) na cintura pra eventualidades e uma toalha, mas não devo entrar em pânico, assim mesmo.

Preciso de um chá. Tempo.

Chocolate bonito. Fui seduzida pela embalagem. Pena de abrir. Sempre sou seduzida pelo design. Cheap wine tastes better in fancy glass. Era a frase. É a frase. Será sempre a frase. Passeio por ali e vejo outros rostos, mas a porto sempre será aqui. Sabor menta. Gosto de novidade.

Thursday, October 25th, 2007

São tão raros os leitores daqui… Bem-vinda, Rachel.

A vida só tá um pouco (muito) atribulada e tenho andando com bastante sono. Parece que a noite é pouquissimo tempo pra descansar. Fora isso, preocupações com a especialização e o mestrado, y otras cositas más.

Tem a vida do trabalho. E tem a vida acadêmica. E tem a família, o namorado, a academia (gorda não pode, né?), e um milhão de preocupações.

Juro que depois penso nesse blog. :]

E quais são os objetivo gerais do projeto?

Tuesday, October 16th, 2007

Além de Carl Sagan ser um pouta cientista, fez um dos livro com o título mais significativo pra mim: O Mundo Assombrado pelos Demônios.

(…)

E de repente me deu uma vontade tremenda de tomar um café, mas não posso. E o sono? Não dá mais pra tomar Dramin pois me acaba durante o dia, deixa sonolenta, um horror. Nem era assim sabe? Acordava bem. As coisas mudam.

Darling…

E essa veia de cientista, de onde veio? Deve ser coisa de família. A gente acha tudo, tudo mesmo. Se tem na net, eu acho. E acho até coisa que não devia. Meio sem querer querendo, vi agora e achei um cu, visse? Coisa de gente desleixada que larga as partes por aí. Mas eu procurei e quem procura… Enfim.

Preciso usar os dons para o bem, inclusive o Photoshop que, apesar de estar utilizando indiscriminadamente, escondida na calada da noite no meu quarto, tem dado bons resultados. Tá tudo ali naquela pasta em Meus Documentos: experimentações.

E transformei a vida num grande laboratório de ciências onde vou experimentando os terrenos mais firmes e tentando identificar as areias movediças para criar uma metodologia de análise que não me permita pisar nunca mais nelas.

Vai pro lattes, sabia?

Thursday, October 11th, 2007

E eis que você aparece, e me toma pelo braço e diz que posso ser o que quiser. Então me beija a boca, me deita na cama e vai embora enquanto durmo e sonho com paisagens futuras. No dia seguinte sigo seu rastro, seu cheiro, e já não está ali.

Onde então? Dias se passam e não me canso de procurar. Alucino. Acho pistas, mas não você. E nego três vezes antes do sol nascer. Digo que não é, que nunca foi, que é um absurdo…

Então aparece. E te estranho. E lembro que neguei, e não lembro mais o que neguei porque de repente o querer já é tão forte que tudo ficou no passado e só existe o presente, o agora. Mas já é tarde demais porque é preciso refazer todo o processo. Então me beija a testa e diz que vai ficar tudo bem, que não precisa ser assim e que vamos recomeçar do ponto onde paramos. Traz meu sorriso de volta e seca meu rosto.

Dessa vez, não me deixa mais dormir. Acordar do sonho me dói a alma.

Friday, October 5th, 2007

Um suspiro. O mundo chama. Pegar ar na superfície e nadar. Essa rotida de 8 às 22h está me cansando MESMO.

Friday, August 31st, 2007

No Orkut já saí de todas as comunidades populosas e Eetou com tão pouco tempo que nem deixo scrap mais e só respondo aqueles mais urgentes. Mesmo assim, entro e lá e me aparecem 65 visitas por dia. Não entendo, honey.

Tuesday, August 28th, 2007

Pensamento do lado direito do cérebro: Ai, engordei, acho q tô mais barrigudinha e, olha, aumentei um pouquinho na balança também. Preciso perder isso urgentemente!

Pensamento do lado esquerdo do cérebro: Tá se achando gorda filha? Passa um dia comendo pizza, bolo e macarrão que passa. Na manhã segundo tu vais chamar Jesusinho e ficar igual a uma tripa de tão desnutrida e fraca.

 Alergia a trigo e leite e gorduras à vontade. Servidos?

Monday, August 20th, 2007

Esse é só mais um dia daqueles horríveis nos quais parece que há algo me destruindo por dentro, me corroendo. São cicatrizes antigas que se fecha com um pó antiséptico e então se acha que tudo ficou bem, até que um belo dia alguém chega e puxa o cascão de uma vez. E era uma ferida mal cicatrizada, esquecida, em qualquer lugar do corpo onde a roupa não incomoda, que só doi quando tocada por mãos inábeis. É uma dor horrível, digo de antemão.

E aí eu engulo o choro, porque disse que cicatrizes antigas só me farão chorar uma vez. Talvez meus olhos se tornem um pouco avermelhados, mas, definitivamente, dessa vez lágrimas não cairão. Sofro por dentro, me desintegro, sangro, sangro muito, sinto dores horríveis, convulsões, peço um hospital para a alma, grito por ajuda, grito muito alto mas, assim como nos sonhos, ninguém escuta.

Começo a acreditar que sou uma farsa. Me mimetizei tanto no ambiente que já não sou mais eu, sou ele. Olho em volta procurando catar meus cacos jogado pelo chão, resquícios da últimas vez que me quebrei em mil pedaços. É com muita dificuldade que consigo reconhecer o que pertence a mim. Começo a discutir, gritar alto, pergunto onde estou, o que fizeram comigo, e me torno uma filósofa de latrina com as velhas questão de identidade.

Olho o fundo da piscina. Fazia tempos que não pensava em me jogar. Aqui fora parece tão confortável, tão quente, mas tão caótico, enquanto lá no fundo deve estar frio. Lembro então que o difícil é ter coragem pra saltar e uma vez ali, a tendência é se acostumar com a nova situação.

Dúvidas me rondam. È hora, então?

O que resta? O que é meu que devo levar de volta pro fundo? Fundo do poço, do mar ou da gaveta? Vejo rostos conhecidos de pessoas que nunca admirei e que de repente começam a ficar interessantes, a ter qualidades que nunca admirei por achar comuns, mas que agora sinto falta. Isso é normal?

Começo a perder as forças. Talvez nem me jogue, somente desmaie e espere se alguém vai me segurar – tenho certeza que não -, ou se irei cair e molhar os cabelos mais uma vez.

Wednesday, August 15th, 2007

Há sempre muito carinho esperando atrás da porta por essas três pessoas que re-apareceram essa semana.

Um telefonema de feliz aniversário, uma msg rápida pra dizer que gosto de você e uma janelinha no msg pra convidar pra um projeto porque admito muito teu trabalho.

Confesso que o telefonema foi o que mais me comoveu. Liguei não esperando nada a não ser uns 5 min de conversas animadas e obrigada pela lembrança do aniversário, mas então cada momento foi vindo à tona devagar, com as risadas surgindo, e uma sensação de que é muito bom saber que uma conversa boa pode fechar o teu dia de uma forma tão carinhosa, especialmente quando vc não fala com a pessoa há muito tempo. Na nossa despedida, palavras doces, muito doces, prometendo um breve reencontro e afirmando que apesar da distância, há um carinho grande que supera tudo isso e faz com que o tempo não exista.

E aplico a mesma teoria às outras duas situaçoes. Talvez eu só esteja ficando meio frouxa ao me comover com essas coisas, um pouco mais mulherzinha, me permitindo um pouco de delicadeza no meio do dia. E nas outras situações, a distância nem se torna tão ruim, é bom, faz bem. E faz com que eu sinta cheiro de jasmim todas as vezes que lembro de alguém especial ao longo do dia.

Pode ser uma bobagem, uma borboleta, uma música animada, um prédio antigo, uma boate que fechou, mas tá tudo ali. Tudo ali. E vez ou outra me da uma vontade danada de sair da sala no meio do expediente e ligar pra alguém falando “acabei de lembrar de vc e tenho saudades, saudades demais”, mas nunca faço isso.

As pessoas estão ocupadas demais se livrando das enrascadas mundanas pra ligar pra essas frescuras.

Saturday, August 11th, 2007

Há sempre algo de especial em dias chuvosos.

É um certo charme e melancolia que faltam nos dias de sol, tão felizes, quentes, apressados, te informando que o dia está passando, que é preciso fazer alguma coisa, agiar, produzir, que o tempo urge…

Os dias chuvosos vêm com preguiça, com vontade e pensar uma forma de se fazer melhor, de refletir, de ir devagar, pensando no passo-a-passo, analisar a metodologia… Uma calma reflexiva?

Não consigo lembrar de muitos dias de sol, mas os nublados… A corrida no meio da chuva, o olhar triste na janela esperando uma boa hora pra sair de casa, o descanso no sofá com um bom livro, o acordar com preguiça, o frio com um capuccino na mão, o abraço quente na madrugada…

Abstrações demais pra um dia que, mesmo nublado, insiste em vez ou outradeixar o sol se mostrar.