Posts tagged ‘sem nostalgia’

Lucas Santtana @ Estúdio Showlivre

19 March, 2010 | Karla | No Comment

Lucas Santtana, acompanhado da Seleção Natural, se apresentou na semana passada no Estúdio Showlivre. No repertório canções do disco Sem Nostalgia como Who Can Say Which Way, Cira Regina e Nana, Nightime In The Backyard, Hold Me In e Recado Para Pio Lobato. Do disco 3 Sessions In a Greenhouse foram apresentadas Tijolo a Tijolo, Lycra Limão, Deixa o Sol Bater e a espetacular Into Shade.

Assista todos os vídeos do show aqui.

Lucas Santtana – Cira, Regina e Nana

4 February, 2010 | Karla | No Comment

Minha música preferida do “Sem Nostalgia” ganhou clipe. Lindo, lindo. :~

Ainda bem: sem nostalgia

24 November, 2009 | Karla | 1 Comment

No finalzinho de setembro escrevi um parágrafo para o meu outro blog falando sobre Sem Nostalgia, novo disco de Lucas Santtana. De lá pra cá, ouvi mais um milhão de vezes estas músicas e resolvi aprofundar meu post porque cada vez que o escuto gosto mais das letras e da melodia. Na época escrevi [eu e todo mundo, huhu :P ] que as músicas funcionam como o entendimento do Lucas para o clássico formato banquinho e violão, tão popular neste Brasil de meodeos.

Pessoalmente, ODEIO banquinho e violão porque vivia em Belém e 90% dos bares de lá possuem cantores que utilizam exatamente este esquema em suas apresentações. Há, também, o famigerado setlist comum para todas essas apresentações: Zeca Baleiro, Jorge Vercilo, Marisa Monte, Cássia Eller, entre outros, sem contar os nomes grandões tipo Chico e Bethânia. Com exceção dos dois últimos, dei uma enjoada grande do resto por conta do repetido número de vezes que fui a bares e tive que ouvir músicas destas figuras. Esta pequena digressão serve só para contextualizar que banquinho e violão não é comigo.

Mas aí o Lucas lança o Sem Nostalgia e a minha opinião sobre o gênero modificou bastante. Na música, assim como em qualquer outro campo em que já haja uma RODA inventada, não é necessário que você refaça este trabalho. Mas é necessário que haja um avanço em cima da invenção primária. Foi exatamente esta impressão que Sem Nostalgia me causou. É como se o artista dissesse: ‘amigo, seguinte, esta aqui é a minha interpretação para um gênero que já encheu o seu saco, não quero reeinventar a roda, mas mostrar a você que ela pode ser vista sob outra perspectiva’.

Outro dia vi um conhecido falando no Twitter que Sem Nostalgia era o disco que Caetano Veloso gostaria de ter gravado. Apesar de achar esse tipo de comentário meio ‘cuspido’ para criar polêmiquinhas que alegram nossas tardes, entendo que uma frase dessas soa mais como um elogio ao disco do que como forma de desfazer a obra do Caê pelas mãos da ironia. Agora, de fato, Sem Nostalgia é demais. E é curioso perceber como a cada audição uma nova música me conquista. No início eram Who Can Say Which Way e Cira Regina e Nana. Depois passaram pro repeat Amor em Jacumã [aliás, lindíssima letra] e Night Time in the Backyard. Agora já é o disco todo, cujas canções passam tão rápido [e aqui me refiro ao tempo dispensado ao ato de escutar uma coleção de músicas], que quando vejo, ‘ué, já acabou?’.

Para mim, além da melodia, o que pesa bastante na qualidade desse trabalho é o quesito letras. Há muitas muitas frases como em Cira Regina e Nana, I Can’t Live Far From My Music e Amor em Jacumã que remetem muito a imaginação ao ambiente descrito por elas. Impossível não imaginar situações relacionamentais – encanto, desencanto, saco cheio, fila que anda – conforme descreve Cira Regina ou não pensar em um lugar muito do caralho, onde é possível ficar longe da exposição da privacidade alheia ou imune à velocidade da informação como nos fala a letra de Amor em Jacumã. Além destes fatores, há as faixas instrumentais como Super Violão Mashup e Recado para Pio Lobato que são sensacionais por conta das colagens sonoras e ritmicas presentes nessas faixas. Na moral: essas músicas me fazem pirar. Por todos esses predicados, aqui em casa Sem Nostalgia é fácil um dos discos de 2009.

O/a amigo/a pode baixar o disco aqui neste link.