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Lucas Santtana – Night Time In The Backyard

11 May, 2010 | Karla | No Comment

Simples e belo. Assim é o novo clipe de Lucas Santtana, dirigido por Bruno Natal e e Tiago Lins.

Que lindeza de música. <3

Lucas Santtana @ Auditório Ibirapuera

12 April, 2010 | Karla | No Comment

Fiquei com um sério problema para começar o lide desse post. Mas daí lembrei que é ‘só um blog’ e que o ato de escrever por aqui não deve obedecer necessariamente o “preciosismo” da escrita formal do jornalismo. Por isso, deixo que meu coração fale sobre o show de Lucas Santtana, que assisti na última sexta-feira (9), no Auditório Ibirapuera.

Após o fracasso da ida ao show da Céu, me programei para não procrastinar de forma alguma na chegada ao Ibira. Chovia demais em São Paulo. Trânsito ruim na Brasil, ônibus lotado e a smartona aqui ainda acha de descer num ponto muito longe do auditório. Anda, anda, anda. Na chuva. Pessoalmente, depois da semana péssima que tive, pegar chuva não era nada demais. Cheguei faltando 20 minutos para o show. Ufa. Ainda deu tempo de tomar uma ceva.

O show começou e muitos filminhos começaram a passar pela cabeça. Sem Nostalgia foi um dos três discos que mais escutei em 2009. E ainda o escuto demais. Mas a forma como todas as canções desse disco foram executadas na sexta-feira me fizeram ter ainda mais carinho por ele. Fiquei extremamente impressionada com as nuances que o som adquiriu naquele espaço. Não é à toa classificarem o Auditório Ibirapuera como a melhor acústica do país. Ali cada nota ganha um significado ímpar, envolve o ouvido, a mente e, principalmente, a alma.

O repertório foi de acabar com o coração. Tem um tempinho que acompanho o trabalho de Lucas e foi legal assistir a uma apresentação que passeou muito pelo disco atual e também pelos anteriores. Acompanhado de Régis Damasceno e Bruno Buarque, ele também cantou Tanto Faz Para o Amor (música lindíssima integrante do disco Só Deixo Meu Coração na Mão de Quem Pode da cantora Katia B) e Abololô (parceria com Marisa Monte, jamais tocada ao vivo por ele).

Dois momentos foram especialíssimos: a execução de Into Shade, uma das músicas da minha vida (<3) e o finalzinho do show, já no bis, quando Lucas tocou sozinho Ripple Of The Water. Nesse momento, a parede do fundo do palco foi suspensa (explicação tosca, não sei o nome do troço), surgiram as árvores do parque, a chuva, a moldura perfeita para aquele aquela cena. Chorei, confesso, mas sou manteiga derretida, portanto, zero parâmetro.

Uma palavra? Emocionante. Se toda semana tivesse um show desse na minha vida, eu seria muito mais feliz. Sério, que lindo. :~

(Não tirei fotos e nem fiz vídeos dessa vez. Achei a imagem linda do momento mencionado acima no Flickr do fotógrafo Ariel Martini.)

Lucas Santtana @ Estúdio Showlivre

19 March, 2010 | Karla | No Comment

Lucas Santtana, acompanhado da Seleção Natural, se apresentou na semana passada no Estúdio Showlivre. No repertório canções do disco Sem Nostalgia como Who Can Say Which Way, Cira Regina e Nana, Nightime In The Backyard, Hold Me In e Recado Para Pio Lobato. Do disco 3 Sessions In a Greenhouse foram apresentadas Tijolo a Tijolo, Lycra Limão, Deixa o Sol Bater e a espetacular Into Shade.

Assista todos os vídeos do show aqui.

Março vai ser foda

8 February, 2010 | Karla | No Comment

Sempre morro tremendamente com a programação do Sesc de São Paulo, mas para o mês de março eles capricharam tanto que eu quase lagrimei quando vi a lista de shows de algumas unidades.

A que mais frequento é a da Pompéia, por motivos óbvios: moro pertíssimo e vou a pé. Mas Pinheiros também tá com uma programação bem foda para o próximo mês. Falece aí também:

Dias 11, 12 e 13 – O Mundo Livre S/A fará shows especiais com o repertório dos discos “Samba Esquema Noise” e “Por Pouco”. E na terceira apresentação serão mostradas músicas do disco novo, que deve sair ainda este ano.

Dia 25 – Lucas Santtana apresenta o show “Remixando Tom Zé” só com canções do doidaço baiano. Sério, eu morri quando vi isso. Lógico que vou.

Dia 26 – Os norte-americanos do Dent May mostram as músicas do disco “The Good Feeling Music of Dent May & His Magnificient Ukelele”.

No Sesc Pinheiros, dois shows que devem acabar muito com meu coração:

Dias 06 e 07 – Céu canta as maravilhosas canções do disco “Vagarosa”.

Dias 10 e 11 – Virgínia Rosa canta Paulo Vanzolini.

Não tem como não amar o Sesc.

E olha que essa lista é estritamente pessoal e tem muito mais coisas no site deles. Ah, sem esquecer do show do Franz Ferdinand no dia 23 [sim, eu sei que não será no Sesc, mas serve para ilustrar o fato de que este mês será foda]. Dá para entender porque amo morar em São Paulo? Parece que sim. ;]

Esqueci de mencionar que nos dias 12 e 13, Otto faz show no Auditório Ibirapuera com repertório do maravilhoso “Certa Manhã Acordei De Sonhos Intranquilos”.

Lucas Santtana – Cira, Regina e Nana

4 February, 2010 | Karla | No Comment

Minha música preferida do “Sem Nostalgia” ganhou clipe. Lindo, lindo. :~

Ainda bem: sem nostalgia

24 November, 2009 | Karla | 1 Comment

No finalzinho de setembro escrevi um parágrafo para o meu outro blog falando sobre Sem Nostalgia, novo disco de Lucas Santtana. De lá pra cá, ouvi mais um milhão de vezes estas músicas e resolvi aprofundar meu post porque cada vez que o escuto gosto mais das letras e da melodia. Na época escrevi [eu e todo mundo, huhu :P ] que as músicas funcionam como o entendimento do Lucas para o clássico formato banquinho e violão, tão popular neste Brasil de meodeos.

Pessoalmente, ODEIO banquinho e violão porque vivia em Belém e 90% dos bares de lá possuem cantores que utilizam exatamente este esquema em suas apresentações. Há, também, o famigerado setlist comum para todas essas apresentações: Zeca Baleiro, Jorge Vercilo, Marisa Monte, Cássia Eller, entre outros, sem contar os nomes grandões tipo Chico e Bethânia. Com exceção dos dois últimos, dei uma enjoada grande do resto por conta do repetido número de vezes que fui a bares e tive que ouvir músicas destas figuras. Esta pequena digressão serve só para contextualizar que banquinho e violão não é comigo.

Mas aí o Lucas lança o Sem Nostalgia e a minha opinião sobre o gênero modificou bastante. Na música, assim como em qualquer outro campo em que já haja uma RODA inventada, não é necessário que você refaça este trabalho. Mas é necessário que haja um avanço em cima da invenção primária. Foi exatamente esta impressão que Sem Nostalgia me causou. É como se o artista dissesse: ‘amigo, seguinte, esta aqui é a minha interpretação para um gênero que já encheu o seu saco, não quero reeinventar a roda, mas mostrar a você que ela pode ser vista sob outra perspectiva’.

Outro dia vi um conhecido falando no Twitter que Sem Nostalgia era o disco que Caetano Veloso gostaria de ter gravado. Apesar de achar esse tipo de comentário meio ‘cuspido’ para criar polêmiquinhas que alegram nossas tardes, entendo que uma frase dessas soa mais como um elogio ao disco do que como forma de desfazer a obra do Caê pelas mãos da ironia. Agora, de fato, Sem Nostalgia é demais. E é curioso perceber como a cada audição uma nova música me conquista. No início eram Who Can Say Which Way e Cira Regina e Nana. Depois passaram pro repeat Amor em Jacumã [aliás, lindíssima letra] e Night Time in the Backyard. Agora já é o disco todo, cujas canções passam tão rápido [e aqui me refiro ao tempo dispensado ao ato de escutar uma coleção de músicas], que quando vejo, ‘ué, já acabou?’.

Para mim, além da melodia, o que pesa bastante na qualidade desse trabalho é o quesito letras. Há muitas muitas frases como em Cira Regina e Nana, I Can’t Live Far From My Music e Amor em Jacumã que remetem muito a imaginação ao ambiente descrito por elas. Impossível não imaginar situações relacionamentais – encanto, desencanto, saco cheio, fila que anda – conforme descreve Cira Regina ou não pensar em um lugar muito do caralho, onde é possível ficar longe da exposição da privacidade alheia ou imune à velocidade da informação como nos fala a letra de Amor em Jacumã. Além destes fatores, há as faixas instrumentais como Super Violão Mashup e Recado para Pio Lobato que são sensacionais por conta das colagens sonoras e ritmicas presentes nessas faixas. Na moral: essas músicas me fazem pirar. Por todos esses predicados, aqui em casa Sem Nostalgia é fácil um dos discos de 2009.

O/a amigo/a pode baixar o disco aqui neste link.