Fiquei com um sério problema para começar o lide desse post. Mas daí lembrei que é ‘só um blog’ e que o ato de escrever por aqui não deve obedecer necessariamente o “preciosismo” da escrita formal do jornalismo. Por isso, deixo que meu coração fale sobre o show de Lucas Santtana, que assisti na última sexta-feira (9), no Auditório Ibirapuera.
Após o fracasso da ida ao show da Céu, me programei para não procrastinar de forma alguma na chegada ao Ibira. Chovia demais em São Paulo. Trânsito ruim na Brasil, ônibus lotado e a smartona aqui ainda acha de descer num ponto muito longe do auditório. Anda, anda, anda. Na chuva. Pessoalmente, depois da semana péssima que tive, pegar chuva não era nada demais. Cheguei faltando 20 minutos para o show. Ufa. Ainda deu tempo de tomar uma ceva.
O show começou e muitos filminhos começaram a passar pela cabeça. Sem Nostalgia foi um dos três discos que mais escutei em 2009. E ainda o escuto demais. Mas a forma como todas as canções desse disco foram executadas na sexta-feira me fizeram ter ainda mais carinho por ele. Fiquei extremamente impressionada com as nuances que o som adquiriu naquele espaço. Não é à toa classificarem o Auditório Ibirapuera como a melhor acústica do país. Ali cada nota ganha um significado ímpar, envolve o ouvido, a mente e, principalmente, a alma.
O repertório foi de acabar com o coração. Tem um tempinho que acompanho o trabalho de Lucas e foi legal assistir a uma apresentação que passeou muito pelo disco atual e também pelos anteriores. Acompanhado de Régis Damasceno e Bruno Buarque, ele também cantou Tanto Faz Para o Amor (música lindíssima integrante do disco Só Deixo Meu Coração na Mão de Quem Pode da cantora Katia B) e Abololô (parceria com Marisa Monte, jamais tocada ao vivo por ele).
Dois momentos foram especialíssimos: a execução de Into Shade, uma das músicas da minha vida (<3) e o finalzinho do show, já no bis, quando Lucas tocou sozinho Ripple Of The Water. Nesse momento, a parede do fundo do palco foi suspensa (explicação tosca, não sei o nome do troço), surgiram as árvores do parque, a chuva, a moldura perfeita para aquele aquela cena. Chorei, confesso, mas sou manteiga derretida, portanto, zero parâmetro.
Uma palavra? Emocionante. Se toda semana tivesse um show desse na minha vida, eu seria muito mais feliz. Sério, que lindo. :~
(Não tirei fotos e nem fiz vídeos dessa vez. Achei a imagem linda do momento mencionado acima no Flickr do fotógrafo Ariel Martini.)







